Eppur si muove

Por J. S. Faro*

A imoralidade da mentira não consiste na violação da verdade mas no fato de que em cada mentira o mentiroso experimenta a indignidade de um mundo que o obriga a mentir… se ele quiser viver.

(adaptado de T. Adorno, Minima Moralia)*

 I

Galileu Galilei (1564-1642) talvez seja o primeiro intelectual moderno (quem sabe, o primeiro cientista ou o primeiro professor) a viver a experiência contraditória daquela forma de conhecimento cuja afirmação confronta o poder e a ordem das coisas que o poder quer instituir a qualquer custo[1]. Parece-nos que essa é a essência do conflito entre o Racionalismo e a verdade do Estado ou das classes dominantes e foi isso que Galileu viveu de tal forma que acabou se tornando o seu paradigma e representação simbólica: a personalidade que sintetiza a Revolução Científica que os historiadores menos exigentes situam entre o século XVI e XVIII mas que parece estar ainda hoje em pleno desenvolvimento.

De fato, a vida de Galileu reune uma sequência extraordinária de descobertas que o colocam no centro das rupturas conceituais e científicas que tendiam a transferir de Deus para a Razão a explicação fundamental para o progresso em todas as áreas, em especial aquela lógica filosófica que encara o mundo como um fenômeno a ser apreendido e explicado pelo Homem,

Uma rápida pesquisa feita nas páginas da Wikipedia[2] nos informa que foi ele quem desenvolveu os primeiros estudos sobre o movimento uniformemente acelerado e sobre o movimento do pêndulo; foi ele quem descobriu a lei dos corpos e afirmou o princípio da inércia (formulações precursoras da mecânica de Newton); foi ainda ele quem descobriu as manchas solares, as montanhas da Lua, as fases de Vênus, os satélites de Júpiter, os anéis de Saturno, as estrelas da Via Láctea, o aprimoramento do telescópio refrator – avanços que o levaram ao encontro da concepção do heliocentrismo como plano fundamental do universo, já anteriromente desenvolvida por Copérnico (1514) e que se constituiria na manifestação essencial do confronto de Galileu com princípio do geocentrismo defendido pela Igreja.

Trata-se, portanto, de um confronto que vai além da mera oposição de duas concepções da ordem física do mundo; no fundo, ela diz respeito a um antagonismo insuperável entre dois sistemas filosóficos: um deles, aristotélico e escolástico, colocava a Terra como eixo imóvel na ordem cósmica; outro, de inspiração copernicana e que conta com a adesão de Galileu, coloca o Sol como o centro universal de gravitação. Na verdade, entre um e outro está a diferença entre os enunciados da metafísica – que prescindem de comprovação empírica para que sejam aceitos, bastando-lhes a fé para sua certificação – e os enunciados materialistas e cientificistas que exigem a confirmação empírica das hipóteses com a quais trabalham.

Não é preciso, nos limites destas notas, enfatizar que essa oposição evidencia duas concepções radicalmente antagônicas dos fundamentos do conhecimento científico e que ainda hoje estão na base de toda reflexão que se faz nos diversos campos do conhecimento, territórios da prática pedagógica dos professores. O conflito sintetizado por Galileu, portanto, também anuncia o impasse vivido por dois conceitos da Educação.

No início do século XVII, quando Galileu Galilei é levado a se explicar perante o Tribunal do Santo Ofício (a Inquisição), a decisão da Igreja, contudo, já revelava a fragilidade da imposição, pelo poder, de uma suposta verdade teocêntrica: o heliocentrismo não era proibido de ser apresentado como “hipótese matemática”, ainda que “teologicamente errada” – o que levou à proibição de que Galileu pudesse manifestar-se na defesa do sistema copernicano. Foi a insistência – e saudável teimosia – em imaginar que a demonstração reiterada de seus fundamentos (feita no livro Diálogo sobre os dois principais sistemas do mundo, posteriormente proibido pela Inquição) pudesse demover a Igreja de suas convicções  que levou a Inquisição a exigir que o físico “abjurasse publicamente de suas convicções e à prisão por tempo indefinido”.

A frase emblemática pronunciada por Galileiu ao final de seu julgamento seria transformada em símbolo do poder da razão sobre a censura: Eppur si muove (contudo, ela [a Terra], se move).

 

II

Não me sinto obrigado a acreditar que o mesmo Deus que nos dotou de sentidos, razão e intelecto, pretenda que não os utilizemos

(Galileu Galilei) 

Não seria o caso de dizer que é duvidoso um telescópio no qual se vê o que não pode existir?

(Andrea Sarti, em A vida de Galileu, de B. Brecht)

 

O episódio histórico que culmina com a condenação de Galileu pelo Tribunal do Santo Ofício e com sua retratação (ainda que o físico não tenha deixado de reafirmar até o fim da vida sua convicção no sistema heliocêntrico) tem servido reiteradamente como metáfora sobre a oposição entre a liberdade de pensamento e o obscurantismo decorrente da imposição de uma verdade do poder do Estado ou da hegemonia social. Dessa forma, os fatos são carregados de um significado libertário, embora a renúncia de Galileu à defesa de suas próprias ideias (ao contrário do que aconteceria com Giornano Bruno que foi levado à fogueira da Inquisição, em 1600, justamente por se recusar a isso) também seja apresentada como uma tradução da submissão e fraqueza  do intelectual diante da força do Estado.

Talvez a principal narrativa literária sobre esse complexo seja o texto do dramaturgo alemão Bertold Brecht – A vida de Galileu – escrito entre 1937 e  1938 sob o impacto da ascensão do nazismo na Alemanha e de todas as consequências que aquela conjuntura tinha para a liberdade de pensamento. Brecht, no entanto, transporta a tragédia de Galileu para uma dimensão de abrangência antropológica – já que situa o conflito entre ciência versus crença a meio caminho da transição entre dois universos sociais. É antológico, por isso mesmo, o dialógo entre Andréa Sarti – uma espécie de assistente de Galileu – e seu próprio mestre depois da decisão do Santo Ofício

Galileu – Andrea, eu acredito na razão!

Andréa – Sim claro Senhor Galileu… Mas não achas que a razão tem um alcance um pouco limitado?… Eu lhe pergunto: a verdade onde está?

G – (perdendo a paciência) Andrea, eu acredito na razão!

A – (quase suplicando) Senhor Galileu! Pense um pouco! Nós atribuímos a um Ser Supremo a responsabilidade pelo sentido dos fatos que não conseguimos compreender e que constituem nossas vidas. Falávamos que havia uma certa finalidade nas coisas, que tudo obedecia um Grande Plano… Agora vem o Senhor e diz à Igreja que o Ser Supremo entende mal o movimento dos céus e que só o Senhor entende bem… Isso é prudente? Não lhe parece mais provável que o Criador saiba mais que a criatura a respeito da criação?

G – Mas Andrea, se o homem decifra mal o movimento das estrelas, pode também errar quando decifra a Bíblia… Onde no Texto Sagrado está dito sobre a maneira com que os astros se movimentam?

A – Misericórdia! Entramos agora por um mau caminho… Decifrar a Bíblia não é da competência dos teólogos da Santa Igreja?… Senhor Galileu… Por favor, contenha-se…

A –  Será Necessário que o homem compreenda tudo? A Terra, a pátria do gênero humano, não passa agora de uma estrela errante! O homem, os bichos, as plantas, o reino mineral… Foi tudo colocado na mesma carroça…Não existe mais a terra e os céus… Não há mais diferença entre o alto e o baixo… Entre o Eterno e o perene… (aumentando o tom de voz) Só existem estrelas eles dizem… Ainda virá o dia em que eles dirão: nem homem nem animais existem, o próprio homem é um animal… Só existem animais…!

A – Senhor Galileu!… Ainda tenho dificuldades em conciliar os decretos do Santo Ofício com os satélites de Júpiter…

G – Então vai me dizer que não há satélites em Júpiter.

A – Não meu Senhor. Não consegui perceber a sabedoria dos decretos do Santo Ofício, mas percebi que os decretos mostram que a pesquisa desenfreada é perigosa para a Humanidade. Entendo que o Senhor esteja amargo com a Igreja, pensando em certos poderes extraordinários que a Igreja dispõe…

G – Diga de uma vez: instrumentos de tortura!

A – Entendo Senhor Galileu, mas quero que reflita sobre outras razões. O Senhor me conhece desde quando era criança. Conheceu meus pais e sabes de nossa origem humilde. Assim como os meus pais, a maioria das pessoas é simples, pessoas que sabem tudo sobre as oliveiras e as parreiras, mas pouco além disso. A vida destas pessoas não é boa, mas até sua desgraça se manifesta em uma certa ordem… Os dias de lavar o chão, os ciclos das oliveiras, o pagamento dos impostos, os partos… Há regularidade em tudo nas vidas deles, até nos desastres. E para continuar vivendo assim é preciso ter força… E de onde eles tiram esta força, senão da certeza de saber que tudo está na mais perfeita ordem? Eles estão seguros e foram ensinados assim: que o olho de Deus está posto neles, atento, quase ansioso, de que o espetáculo do mundo foi construído em torno deles, para que eles, os atores, pudessem desempenhar seus papéis grandes ou pequenos. O que diriam os meus pais se eles ouvissem de mim que eles moram em um pequeno pedaço de rocha que gira ininterruptamente no espaço vazio, à volta de outra estrela sem maior expressão? Para que tanta paciência e resignação diante da miséria? Qual é o cabimento da Sagrada Escritura e da Santa Igreja que explicou tudo e disse que tudo é necessário?… O suor, a paciência, a fome, a submissão, se agora ela está errada? Não Senhor Galileu. Eu vejo os olhos ficando ariscos, vejo a gente simples se sentindo traída, percebendo que nenhum papel lhes foi destinado a não ser o papel terreno e lamentável, em uma estrela minúscula, inteiramente dependente. Não há então sentido em nossa miséria!… Fome não é prova de fortaleza, é apenas não ter comido… Esforço não é mérito… O Senhor compreende agora a verdadeira misericórdia maternal, a grande bondade da alma que vejo nos decretos da Santa Congregação?

G – Bondade da alma, Andrea! (gritando) Você está misturando as maravilhas do Criador com os interesses da Igreja! Pense e reflita mais um pouco… Por que existe a necessidade de se matar no trabalho? … Por que a Igreja põe a Terra no centro do Universo?… Para que o trono de Pedro possa ficar no centro da Terra e de tudo… É isso que importa!

A – São os motivos mais altos que nos mandam calar Senhor Galileu!… A paz de espírito dos miseráveis!

G – A miséria não é condição das virtudes, Andrea! Se os pobres fossem abastados e felizes aprenderiam as virtudes da abastança e da felicidade… A razão, a liberdade, as verdadeiras maravilhas do Universo do Criador que estão em jogo… Quer que eu minta à sua gente?… Eu poderia fazê-lo!… Vida fácil, nada de perseguições… Não! Não posso!… E você também não! Você já viu que Vênus tem fases, conhece a soma dos ângulos dos triângulos…Você é um cientista!

A – Senhor, isto tudo me deixa ainda muito confuso. Por um lado eu entendo as razões da Igreja. Mas é certo que não dá para negar as observações que fizemos.

Ainda no escuro, ouve-se a voz do Narrador: “Mesmo sendo reconhecido como um dos maiores cientistas vivos da Europa, Galileu viveu oito anos de silêncio e reclusão. Mas a eleição em 1623 de um novo Papa, Urbano VIII, também cientista e matemático, faz Galileu retomar suas esperanças e voltar às pesquisas. Após um período de nove anos de novos estudos, Galileu publica o livro “Diálogo sobre os dois máximos sistemas de mundo”. No mesmo ano, Galileu é intimado a comparecer diante do Tribunal do Santo Ofício. No ano seguinte, Galileu é condenado pela Inquisição.

A – Eles querem que o Senhor leia isto.

– Eu, Galileu Galilei, professor de matemática e física da Universidade de Florença, renuncio solenemente o que ensinei: que o Sol seja o centro do mundo, imóvel em seu lugar, e que a Terra não seja o centro do Universo nem imóvel. De coração sincero e fé não fingida, eu renego, detesto e maldigo todos estes enganos e essas heresias, assim omoquaisquer outros enganos e pensamentos contrários à Santa Igreja[3].

Como se vê, Brecht aponta em A vida de Galileu o estado de desconforto que o pensamento científico provoca no ordenamento do conhecimento vulgar com o qual o senso comum lê o mundo – base de uma suposta verdade inquestionável que reitera a dominação, neste caso representada pela Igreja: “a regularidade da vida simples” como fundamento do pensamento discricionário dos aparelhos do Estado.

É possível que a “boa fé” de Andréa Sarti ao apelar para a simplificação das explicações do professor como ajuste entre a segurança da sabedoria ordinária e as incertezas do conhecimento complexo sintetize, ao longo da História, toda a tensão da atividade da Escola e toda a centralidade que tem nela a figura do professor.

 

III 

A ideologia do progresso, nascida (em sua forma moderna) com as Luzes, tem na concepção hegeliana da história sua suprema expressão filosófica. Interpretava-se cada acontecimento como um momento da marcha da humanidade em direção à liberdade: quando da entrada triunfal de Napoleão na sua cidade, Hegel convenceu-se de que percebera “o espírito do mundo (weltgeist) montado num cavalo”.

O pensamento de Adorno situa-se nos antípodas desse otimismo progressista e dessa identificação com a marcha conquistadora da Razão dominante. Numa passagem irônica e amarga das Mínima Moralia, escrita durante a segunda guerra mundial, ele reformulou a metáfora hegeliana: “Eu vi o espírito do mundo, mas não a cavalo: vi-o nas asas de um míssil”1.

A seus olhos, a história do século XX refutava dramaticamente a filosofia de Hegel. Com a exceção de uma conferência de 1962, Adorno nunca tratou de maneira “sistemática” ou específica da questão do progresso. A crítica das ilusões “progressistas”, todavia, é como um fio vermelho entretecido no conjunto da sua obra; é um elemento central da sua visão de história, que contribui também, de modo determinante, à elaboração de suas idéias sobre a arte, a literatura e a cultura.

(Michael Löwy e Eleni Varikas. A crítica do progresso em Adorno)

A trajetória do pensamento cientificista desde Galileu foi traçada com base neste paradoxo: de um lado, o otimismo racionalista que promete conquistar a explicação do mundo e, com ela, a submissão da natureza à sua interpretação e vontade – fundamentos do progresso humano; de outro, o conformismo em torno de uma ordem pré-estabelecida por uma determinação suprema, de Deus ou do Estado, em favor da qual justifica-se até hoje, como na época da Inquisição, a censura, a repressão e a intolerância.

Os principais expoentes da discussão que decorre desse paradoxo e da tentativa de solucioná-lo na direção de uma compatibilidade entre Razão e Fé, são pensadores que representam as duas mais importantes matrizes do pensamento ocidental: o marxismo e o cristianismo. Para os marxistas, a superação dessa oposição reside na negação de Deus concebido como a ideia absoluta portadora de uma verdade transcendente e naturalmente totalitária. A referência que Michael Löwy faz acima ao deslumbramento de Hegel com Napoleão Bonaparte como o “emissário do espírito do mundo montado a cavalo” aponta para um poder imperial que transpôs os limites da Igreja e se instalou no Estado pelo caminho da Revolução Burguesa.

Para os cristãos, a conciliação vem da aceitação de que o progresso científico deve resultar na humanização do progresso tecnológico que deslocou a ciência para uma dimensão instrumental que a transformou em seu próprio fim, aceitação que só o Humanismo – cristão ou marxista – teria condições de concretizar.

O percurso do racionalismo científico, no entanto, não confirmou o otimismo que Galileu alimentava em relação ao avanço de suas descobertas, como se a comprovação das hipóteses da Física, da Matemática e da Astronomia fossem suficientes para apaziguar a luta do Homem contra o atraso e a dominação e assegurar-lhe a liberdade. Ao contrário, a medida do progresso do da Ciência pode ser tomada pelo seu próprio índice de irracionalidade destruidora – do qual se origina, no próprio campo do pensamento científico, uma marca pessimista em relação ao futuro da civilização, como Theodor Adorno, um expoente do pensamento marxista europeu, enfatizou na Dialética do Esclarecimento, escrito com Max Horkheimer em 1947, e nos aforismos da Mínima Moralia registrados entre 1944 e 1947. Adorno experimenta então, não só por sua condição de judeu, mas pela militância de seu pensamento político, o exílio e o desterro a que foi condenado pelo regime nazista – condição que o leva a indagar – tal como Galileu fez no seu confinamento – sobre estado de barbárie contra o pensamento adotado pela autoridade do Estado.

Parece-nos que a síntese desse conflito que está presente ao longo da história do pensamento e da cultura é na verdade um registro de sua sistemática ocorrência nos vários períodos do desenvolvimento social; um movimento pendular que não permite que a razão consiga a plena liberdade de sua emancipação todas as vezes que suas conquistas esbarram nos fundamentos da autoridade do Estado e nos fundamentos do poder de grupos sociais hegemônicos. Refletir sobre os episódios que cercaram a vida de Galileu Galilei tanto nos ajuda a entender a dialética do conhecimento científico quanto a necessidade de preservá-lo no âmbito do humanismo.

 

Referências bibliográficas:

Adorno, T. Minima Moralia. Lisboa: Edições 70, s/d

Jacobbi, R. Um exame de Minima Moralia. In O Estado de S. Paulo, edição de 31/05/1958. Disponível em http://www.estadao.com.br/noticias/geral,um-exame-de-minima-moralia,718885.

Lisboa Filho, P.N e Lavarda, F. C. A vida de Galileu. Adaptação da peça de Bertold Brecht publicada em Teatro Completo de Bertold Brecht, Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1991 (disponível em http://wwwp.fc.unesp.br/~lavarda/galileu/a_vida_de_galileu_2012_03_19.pdf)

Löwy, M. e Varikas, E. A crítica do progresso em Adorno. In Lua Nova, n, 27, São Paulo, 1992.

Musse, R. Experiência individual e objetividade em Minima Moralia. In Tempo Social, vol 23, n.1, São Paulo, 2011.

* Theodor Adorno. Minima Moralia. Lisboa: Edições 70

[1] Pode-se sempre argumentar que também Giordano Bruno (1548-1600) viveu a mesma experiência de Galileu, de quem foi contemporâneo, mas parece-nos que as ideais de Bruno operam num terreno de inspiração filosófica metafísica que ainda estão distantes dos enunciados da Física. Os desafios das descobertas e reflexões de Galileu, portanto, colocam-no num patamar de conflitos mais característicos da modernidade.

[2] https://pt.wikipedia.org/wiki/Galileu_Galilei, consulta feita em 9 de outubro de 2016. As informações factuais referidas no texto foram extraídas e adaptadas da página da Wikipedia indicada aqui.

[3] Transcrição parcial do roteiro para teatro adaptado por Paulo Noronha Lisboa Filho e Francisco Carlos Lavarda a partir da tradução para o português por Roberto Schwarz da peça “A Vida de Galileu” (Leben des Galilei) escrita em 1938-1939 por Bertolt Brecht e publicada no volume 06 (pp. 51-170) da obra “Teatro Completo de Bertolt Brecht”, Ed. Paz e Terra, 1991, Rio de Janeiro (disponível em http://wwwp.fc.unesp.br/~lavarda/galileu/a_vida_de_galileu_2012_03_19.pdf)

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Professor da Metodista e da PUC-SP. Integrante do corpo editorial da Revista Giz.

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